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19 Outubro 2009
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BadNews -
Lie to Me

A season premiere de Lie to me lembrou-me o Scotland Yard. Não os “PMs” deLondres. Refiro-me ao jogo de tabuleiro Scotland Yard. Imagine um peão com a cara do Dr. Cal Lightman, no mínimo o peão seria estranho, porque Lightman continua esquisitão. Não apenas em sua postura corporal, mas também com aquele olhar 43 que deixa qualquer um tímido.
ATENÇÃO! Para vocês que detestam ler spoiler, ou pelo menos dizem que detestam, a matéria acabou aqui. Leia apenas o último parágrafo.
Tudo começa na livraria. Lá estava o Dr.Freak autografando o seu novo livro (Lies We tell) quando chega uma fulana chamada Trisha (Erika Christensen), já chega com uns papos estranhos e para finalizar me solta essa: “Eu vi um assassinato”, “a policia não acredita em mim” e “foi uma visão paranormal”. Piiiiiiii o coração de Lightman parou. Ele se interessou pelo caso na hora, não apenas por ela estar falando a verdade, mais também pelo fato de estar em jogo algo “paranormal”.
Agora você deve estar se perguntando: “onde entra o maldito jogo Scotland Yard nisso tudo?”. Fácil, o episódio gira em torno de descobrir a causa, o assassino e o local. Simples né? Na verdade não. Seria simples se apenas uma personalidade habitasse o belo corpo de Sophie/Trisha/R.J./Jessie. Personalidades bem diferentes, que variam de prostivaquiranha até homem/machão/mudo (um menino dentro de uma menina... ui) não vou contar tudo se não perde a graça. Mais o roteiro ficou redondo, bem parecido com séries policiais.
Paralelo a trama central, Ria Torres tenta descobrir os podres de um dos indicados à Corte Suprema Americana. Ela é boa no que faz. Mais ainda tem que comer muito arroz com feijão para aprender a domar si própria.
Eli Loker? Quem é este? Sumiu no primeiro episódio, falou menos do que o Santoro em “As Panteras”. Fez falta o seu humor ácido e suas tiradas extremamente verdadeiras.
Diferentemente do apagado Eli, a Dra. Foster voltou toda cintilante e divorciadíssima. Triste? Nem um pouco. Vestida de rosa “a fila anda”, a Dra. ajudou a entender as personalidades da personagem Sophie, apelidada por mim de “quarteto fantástico”, com belíssima atuação de Erika Christensen.
Agradou-me o inicio da temporada de Lie to me. O que me preocupa é o prosseguimento da série, tenho medo de virar algo como “Cold Case da mentira” (nada contra Cold Case, pelo amor!) , tipo, “olá, no episódio de hoje descobriremos o assassinato X e amanhã o Y”. Na primeira temporada cada personagem teve seu espaço, uns mais outros menos, mais espero ouvir mais verdades da boca de Eli Loker. Ver como a Dra. Foster superará o recém-divórcio e com certeza torcer para que Ria cresça e conquiste o seu próprio respeito. Terça que vêm tem mais “Lie To Me”.
A equipe DarkSide continuará legendando esta série em sua segunda temporada.

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